Ontem o IBAMA liberou a licença ambiental para a construção das hidrelétricas do Rio Madeira. Serão (?) duas: a de Santo Antônio e a de Girau. Quem sabe o leitor seja levado pela grande mídia a pensar: PROGRESSO. Quem sabe, um morador das grandes cidades da Amazônia, que seja alienado, pode pensar: Até que enfim lembraram da gente e vão investir aqui!
Mas para o índio, o pescador e o morador que mora as margens do Madeira, e que portanto, terá que se retirar para dar lugar a um empreendimento que o governo irá gastar R$ 43 bilhões, ficará a pergunta: o que eu ganho com isso? OU melhor: o que perderei com isso?
Está bem óbvio que os impactos ambientais serão desastrosos, pois todo investimento de vulto realizado na Amazônia pelo governo foi desastroso, e não deu em nada. Que o diga a rodovia Transamazônica, a estrada de ferro Madeira Mamoré, projeto Jari, entre outros.
Morei 3 anos ao lado do Rio Madeira, na margem esquerda dessa foto do Rio que o leitor vê acima. E como vc mesmo poderá ver nessa foto e nas abaixo, tiradas o ano passado, os barrancos baixos nas margens do rio são evidentes, que é uma caracteristica dos rios da Amazônia. Agora imagine o leitor uma barragem represando esse rio, e a água represada entrando mata adentro por quilômetros, destruindo muitos hectares de florestas. Imagine essa floresta apodrecendo lentamente dentro e embaixo d’água por anos, liberando gases tóxicos. Agora imagine centenas de famílias assentadas as margens do rio, tendo que ser "convidadas" a se retirarem para não se sabe onde, juntamente com ribeirinhos que moram por ali a dezenas de décadas, com várias gerações naquelas terras, tudo em nome do "progresso". Camargo Correa, Odebrecht e outras empreiteiras estão felizes, mas, como em outros casos semelhantes, depois de terminada a obra, se terminar, as linhas de transmissão irão passar por cima das cabeças dos moradores da região, que estarão lendo a luz de velas!
Mas para o índio, o pescador e o morador que mora as margens do Madeira, e que portanto, terá que se retirar para dar lugar a um empreendimento que o governo irá gastar R$ 43 bilhões, ficará a pergunta: o que eu ganho com isso? OU melhor: o que perderei com isso?
Está bem óbvio que os impactos ambientais serão desastrosos, pois todo investimento de vulto realizado na Amazônia pelo governo foi desastroso, e não deu em nada. Que o diga a rodovia Transamazônica, a estrada de ferro Madeira Mamoré, projeto Jari, entre outros.
Morei 3 anos ao lado do Rio Madeira, na margem esquerda dessa foto do Rio que o leitor vê acima. E como vc mesmo poderá ver nessa foto e nas abaixo, tiradas o ano passado, os barrancos baixos nas margens do rio são evidentes, que é uma caracteristica dos rios da Amazônia. Agora imagine o leitor uma barragem represando esse rio, e a água represada entrando mata adentro por quilômetros, destruindo muitos hectares de florestas. Imagine essa floresta apodrecendo lentamente dentro e embaixo d’água por anos, liberando gases tóxicos. Agora imagine centenas de famílias assentadas as margens do rio, tendo que ser "convidadas" a se retirarem para não se sabe onde, juntamente com ribeirinhos que moram por ali a dezenas de décadas, com várias gerações naquelas terras, tudo em nome do "progresso". Camargo Correa, Odebrecht e outras empreiteiras estão felizes, mas, como em outros casos semelhantes, depois de terminada a obra, se terminar, as linhas de transmissão irão passar por cima das cabeças dos moradores da região, que estarão lendo a luz de velas!
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