O Willian Bonner e a Fátima Bernardes, reproduziram na edição da noite desta quinta feira, 18/06/2009, nota do presidente das organizações Globo relacionada a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a não obrigatoriedade de diploma para se exercer a profissão de jornalista.
Na nota, ele diz que "é bem vinda" a decisão do STF. Claro que é bem vinda! Pela lei da oferta e procura, o "preço" de um jornalista vai cair, ou seja, mais pessoas trabalhando como jornalistas, trará pressão nos salários para baixo que, em consequência, trará mais fidelidade dos jornalistas aos seus patrões, que terão um poder de barganha maior para impor seus interesses.
O interessante é que muitos jornalistas compraram brigas de seus patrões, ou seja, defendem as ideias que não são necessariamente suas, interesses que não são necessariamente seus, trabalharam e lutaram em prol de uma classe elegante no poder, sem desfrutarem diretamente dos resultados de suas lutas. E agora, ao receberem esse golpe no pé da barriga por parte da justiça, encontram em seus patrões, aclamações de boas vindas à lei que tira a exclusividade dos jornalistas. Justo eles, que se opuseram ferozmente a lei de imprensa, que ia pegar mais no pé dos grandes meios de comunicação (seus patrões) do que dos jornalistas em si.
Recebam o prêmio, pelas bocas de William Bonner e Fátima Bernades, companheiros de profissão, as "boas vindas" à nova decisão.
Leia aqui na integra, a nota do presidente das organizações Globo.
“A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o diploma de jornalista é bem-vinda. Ela atesta como legal situação vivida por órgãos de imprensa, que, há anos, têm na sua equipe especialistas de outras áreas, com talento reconhecido, mas que não se formaram na profissão. Quaisquer que sejam as interpretações sobre a decisão do STF, porém, para nós das Organizações Globo nada mudará. Reconhecemos como fundamental o trabalho feito pelas Escolas de Comunicação Social no país e continuaremos a buscar nelas os nossos profissionais de jornalismo. Estes, para exercerem bem as suas atribuições, dependem de um conjunto de técnicas e conhecimentos que tem nas Escolas de Comunicação o seu melhor centro de difusão. Essa crença nunca esteve em conflito com a nossa postura de buscar especialistas de outras áreas que possam enriquecer nossos jornais, revistas, programas jornalísticos em rádio e TV e sites da internet. A decisão do STF apenas ratifica uma prática que sempre foi nossa.”
João Roberto Marinho
(Vice-presidente das Organizações Globo)

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