segunda-feira, 23 de junho de 2008

A FALSA NEUTRALIDADE DA VEJA


A edição de 18 de junho da revista "Veja", tenta fugir um pouco do que tem sido sua regra últimos anos: ela tenta mostrar neutralidade! A julgar pelos últimos anos, fica claro que mostrar-se neutra não tem sido uma preocupação da revista. Pelo menos nesse aspecto, temos que render-lhe esse ponto, pois suas comparsas (Época, Jornal o Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Rede Globo) tem o tempo todo reivindicando para si o título de meios de comunicação "neutros", "imparciais".
Mas como dizia, essa edição de 18 de junho quebra essa regra da "Veja" nos últimos anos.
A edição tenta parecer imparcial também e mostrar que faz críticas a qualquer um, independente de partido, ao trazer uma (pequena) matéria sobre a crise no Rio Grande do Sul, governado pela tucana Yeda Crusius.
O que faz, na verdade, é elogiar a governadora, dizendo que "ela enfrentou os problemas administrativos com competência e uma boa dose de coragem" e atribuir toda a crise pela qual passa a administração da atual governadora a governos anteriores ao dela. A critica da revista se limita ao assessores da governadora.
E mais: nessa pequena "materiazinha" a revista ainda espremeu mais algumas linhas num cantinho para falar da corrupção paulista do governo do PSDB no caso da Alston. Mas só cita Mário Covas (pois esse já está morto mesmo) e nada de Alckmin ou Serra, como se esses dois não fossem do PSDB e não estivessem envolvidos.
Com essa "reportagem" de 4 páginas, a revista tenta mostrar sua (pseudo)neutralidade com um assunto que, apesar de estar sendo encoberto pela grande mídia, está fervendo nos estados onde ocorrem.
Abra o olho!

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